sexta-feira, 5 de maio de 2017

TEXTO: O LÚDICO EM EDUCAÇÃO

          Com relação ao jogo, Piaget (1998) acredita que ele é essencial na vida da criança.
De início tem-se o jogo de exercício que é aquele em que a criança repete uma determinada situação por puro prazer, por ter apreciado seus efeitos. Em torno dos 2-3 e 5-6 anos nota-se a ocorrência dos jogos simbólicos, que satisfazem a necessidade da criança de não somente relembrar o mentalmente o acontecido, mas de executar a representação. Em período posterior surgem os jogos de regras , que são transmitidos socialmente de criança para criança e por conseqüência vão aumentando de importância de acordo com o progresso de seu desenvolvimento social.
Para Piaget, o jogo constitui-se em expressão e condição para o desenvolvimento infantil , já que as crianças quando jogam assimilam e podem transformar a realidade. Já Vygotsky (1998), diferentemente de Piaget, considera que o desenvolvimento ocorre ao longo da vida e que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo dela.
Ele não estabelece fases para explicar o desenvolvimento como Piaget e para ele o sujeito não é ativo nem passivo: é interativo. Segundo ele, a criança usa as interações sociais como formas privilegiadas de acesso a informações: aprendem a regra do jogo, por exemplo, através dos outros e não como o resultado de um engajamento individual na solução de problemas. Desta maneira, aprende a regular seu comportamento pelas reações, quer elas pareçam agradáveis ou não. Enquanto Vygotsky fala do faz-de-conta, Piaget fala do jogo simbólico, e pode-se dizer, segundo Oliveira (1997) ,que são correspondentes.
“O brinquedo cria uma Zona de Desenvolvimento Proximal na criança”. (Oliveira, 1977: 67), lembrando que ele afirma que a aquisição do conhecimento se dá através das zonas de desenvolvimento: a real e a proximal. A zona de desenvolvimento real é a do conhecimento já adquirido, é o que a pessoa traz consigo, já a proximal, só é atingida, de início, com o auxílio de outras pessoas mais “capazes”, que já tenham adquirido esse conhecimento.
“As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade (Vygotsky, 1998). Piaget (1998) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável à prática educativa (Aguiar, 1977: 58). Na visão sócio- histórica de Vygotsky, a brincadeira, o jogo, é uma atividade específica da infância, em que a criança recria a realidade usando sistemas simbólicos. Essa é uma atividade social, com contexto cultural e social. É uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos. Para Vygotsky, citado por Wajskop (1999:35): ...a brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento proximal que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema, sob a orientação de um adulto, ou de um companheiro mais capaz. Vygotsky, citado por Lins (1999), classifica o brincar em algumas fases: durante a primeira fase a criança começa a se distanciar de seu primeiro meio social, representado pela mãe, começa a falar, andar e movimentar-se em volta das coisas. Nesta fase, o ambiente a alcança por meio do adulto e pode-se dizer que a fase estende-se até em torno dos sete anos. A segunda fase é caracterizada pela imitação, a criança copia os modelos dos adultos. A terceira fase é marcada pelas convenções que surgem de regras e convenções a elas associadas. Vygotsky (1989: 109), ainda afirma que: é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não por incentivos fornecidos por objetos externos”. A noção de “zona proximal de desenvolvimento” interliga-se portanto, de maneira muito forte, à sensibilidade do professor em relação às necessidades e capacidades da criança e à sua aptidão para utilizar as contingências do meio a fim de dar-lhe a possibilidade de passar do que sabe fazer para o que não sabe. (Pourtois, 199: 109). As brincadeiras que são oferecidas à criança devem estar de acordo com a zona de desenvolvimento em que ela se encontra e estimular para o desenvolvimento do ir além; desta forma, pode-se perceber a importância do professor conhecer a teoria de Vygotsky. No processo da educação infantil o papel do professor é de suma importância, pois é ele quem cria os espaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz a mediação da construção do conhecimento. A desvalorização do movimento natural e espontâneo da criança em favor do conhecimento estruturado e formalizado, ignora as dimensões educativas da brincadeira e do jogo como forma rica e poderosa de estimular a atividade construtiva da criança. É urgente e necessário que o professor procure ampliar cada vez mais as vivências da criança com o ambiente físico, com brinquedos, brincadeiras e com outras crianças. O jogo, compreendido sob a ótica do brinquedo e da criatividade, deverá encontrar maior espaço para ser entendido como educação, na medida em que os professores compreenderem melhor toda sua capacidade potencial de contribuir para com o desenvolvimento da criança. NEGRINE (1994:20), em estudos realizados sobre aprendizagem e desenvolvimento infantil, afirma que "quando a criança chega à escola, traz consigo toda uma pré-história, construída a partir de suas vivências, grande parte delas através da atividade lúdica". Segundo esse autor, é fundamental que os professores tenham conhecimento do saber que a criança construiu na interação com o ambiente familiar e sociocultural, para formular sua proposta pedagógica. Entendemos, a partir dos princípios aqui expostos, que o professor deverá contemplar a brincadeira como princípio norteador das atividades didático-pedagógicas, possibilitando às manifestações corporais encontrarem significado pela ludicidade presente na relação que as crianças mantêm com o mundo. Porém essa perspectiva não é tão fácil de ser adotada na prática. Podemos nos perguntar: como colocar em prática uma proposta de educação infantil em que as crianças desenvolvam, construam/adquiram conhecimentos e se tornem autônomas e cooperativas? Como os professores favorecerão a construção de conhecimentos se não forem desafiados a construírem os seus? O caminho que parece possível implica pensar a formação permanente dos profissionais que nela atuam. “é preciso que os profissionais de educação infantil tenham acesso ao conhecimento produzido na área da educação infantil e da cultura em geral, para repensarem sua prática, se reconstruírem enquanto cidadãos e atuarem enquanto sujeitos da produção de conhecimento. E para que possam, mais do que "implantar" currículos ou "aplicar" propostas à realidade da creche/pré-escola em que atuam, efetivamente participar da sua concepção, construção e consolidação”. (Kramer apud MEC/SEF/COEDI, 1996 p.19). Artigo extraido do link

Fonte: www.centrorefeeducacional.com.br

sexta-feira, 21 de abril de 2017

POESIA PARA A MÃE

O que é mãe?


Mãe? O que é mãe?
Pessoa doce?
Tão doce
Que faz passar vergonha
Doce de batata-doce?

Mãe? O que é mãe?
Tão doce
Que se parte
Quando parte,
Melhor seria
Se não fosse.

Mãe? O que é mãe?
Luz muito clara,
Tão clara
Que nos aclara
E, afagando,
nos ampara?

Mãe? O que é mãe?
Tão doce? Tão severa
Se a gente erra!
E que empurra
Se tudo emperra.
Mãe severa?
Mãe doce?
Ou mãe fera?

Nesse teu dia
Te dou jasmim,
Te dou gladíolos,
Te dou beijim,
Assim assado,
Assim, assim.


Sérgio Capparelli

sexta-feira, 14 de abril de 2017

A CURA DO PARALITICO DE CAFARNAUM

ATIVIDADES



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sexta-feira, 31 de março de 2017

ORIGAMIS PARA CRIANÇAS

A arte milenar japonesa de fazer dobraduras em papel encanta pessoas no mundo todo. Utilizando um pequeno número de dobraduras de formas variadas é possível fazer desde imagens simples a desenhos complexos. Os especialistas no assunto podem transformar um pedaço de papel em animais com incríveis detalhes, além de outras formas.

Para as crianças, trabalhar com origami é muito produtivo e divertido, pois a arte pode ajudar aos pequenos a ter concentração e coordenação motora. Como o origami possui diferentes níveis de dificuldades, é possível investir em desenhos e formas que são perfeitas para o público infantil.

Esse tipo de atividade é ideal para realizar em qualquer lugar, seja na escola como um método educativo ou em casa com os pais e amigos. Os pequenos costumam se envolver muito com as dobraduras de papel, principalmente se tiver exemplos prontos para que possam visualizar como ficará o resultado final. Para realizar esta atividade com as crianças, confira quatro desenhos simples e o passo a passo para fazer as dobraduras.

1. Cabeça de cachorro: Uma dobradura fácil e muito bonita é a confecção de uma cabeça de cachorro. Para isso, é necessário um pedaço de papel quadrado, que pode ser de tamanho pequeno, médio ou grande. Siga as dobraduras de acordo com a imagem e, para finalizar, faça os detalhes do rosto canino com uma canetinha preta. Não esqueça também providenciar papeis coloridos para a atividade.


Cabeça de Cachorro Origami

2. Rosas: As crianças podem confeccionar lindas flores com poucas dobraduras no papel. Para isso, é necessário uma folha verde para o caule e uma rosa para a parte superior. Faça de acordo com a imagem e utilize um palito pintado na cor verde para dar sustentação à gravura. Utilize fita adesivatransparente para unir as partes da flor com cuidado.


Flor Origami

3. Borboletas: Não é difícil fazer uma borboleta em origami, porém o desenho exige um pouco mais de dobraduras do que os outros. Por isso, é importante que os adultos aprendam primeiro para auxiliar as crianças na tarefa. Utilize papel de várias cores diferentes para confeccionar lindas borboletas. Faça detalhes nas asas para deixar o desenho ainda mais bonito.


Borboleta Origami

4. Hipopótamo: Outro animal que não é difícil de fazer em papel é um pequeno hipopótamo. Para isso, são necessários dois pedaços de papel diferente para o rosto e para o corpo do animal. Siga a imagem e faça os detalhes no rosto com canetinha. Além das dobraduras, é preciso também fazer alguns recortes no corpo do animal. Utilize tesoura sem ponta e ajude os pequenos nessa tarefa.


Hipopótamo Origami

Dicas:
Origami é uma arte muito ampla e com inúmeras possibilidades. Para que as dobraduras se transformem em lindas imagens, tenha cuidado na hora da escolha do papel. É possível fazer com qualquer tipo de papel, mas os mais grossos são difíceis de dobrar, enquanto os mais finos rasgam facilmente.
Tenha preferência por papel sulfite que é barato, dobra facilmente e possui algumas variedades de cores. É possível utilizar também papel próprio para origami, que já vem nos tamanhos adequados para as dobraduras. No entanto, é mais difícil de encontrar para vender e talvez seja preciso comprar na internet. Sites como o Asia Shop, que possui uma ampla variedade de papeis e cores, é uma ótima alternativa para quem quer fazer com um papel próprio para origami.

Quem quiser ver outras imagens para fazer origami com as crianças é possível visualizar o Livro Gratuito de Dobraduras e Origamis produzido pela autora Jessica Dalcol. O livro é totalmente ilustrativo e mostra várias opções de animais para fazer com papel. Todas as dobraduras são simples, explicativas e permitem a confecção de detalhes para criações únicas.



Link para o livro: http://goo.gl/cSMQC2
Fonte: dicaspaisefilhos.com.br